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Archive for 2017

TRAÇO FINO VS TRAÇO GROSSO

“Faça a sua tatuagem com fulano, ele é bom. O traço dele é fino”. Essa é clássica heim... E eu escutei pela primeira vez muito antes de fazer minha primeira tatuagem, hoje como tatuadora, ainda ouço este tipo de comentário de admiradores da tatuagem, porém são pessoas sem nenhum conhecimento técnico, que podem mesmo que sem querer, prejudicar alguém, como com qualquer tipo de “fofoca”. Por isso senti uma necessidade imensa de desmistificar essa “teoria” que não faço ideia de quando ou onde surgiu, mas já adianto pra vocês, é um mito total. Entenda o porquê.

Vamos as algumas explicações:

1º A espessura do traço é definida pelo tipo de agulha e também pela profundidade que ela irá penetrar na pele;

2º Existem muitos estilos de tatuagens hoje em dia, e pra cada estilo existem algumas regras/características, que inclui um traço mais fino (fine line), mais grosso (bold line), ambos ou nenhum traço;


3º Na hora de avaliar o traço de uma tatuagem devemos levar em consideração a qualidade total da arte, um traço linear, sólido, sem falhas, sem “tremidos”, sem borrões.

O que tem se tornado mais frequente são artistas que fazem apenas um determinado estilo de tatuagem, por exemplo: só tatuam desenhos em blackwork ou old school, ou realista... Muitos tatuadores tem se especializado em um tipo de tatuagem e tem se destacado por isso, mas ainda existem muitos artistas, excelentes por sinal, que tatuam vários estilos. Então, antes de criticar um tatuador por que o traço dele é “grosso”, que tal investigar se ele não é um mestre da tatuagem tradicional? E como iríamos avaliar os artistas que fazem belíssimas telas humanas utilizando pontilhismo? Afinal, essa técnica não utiliza nenhum tipo de traço...
Fica a oportunidade de refletir sobre o assunto, não espalhar mais desses mitos por ai, e a dica de sempre que for tatuar, dar aquela boa “stalkeada” no trabalho do tatuador, e se houver dúvida na hora de escolher a arte é mais que válido trocar ideia com o profissional e tirar todas as dúvidas.


TATUAGEM EM PONTILHISMO


O estilo pontilhismo, ou dotwork tem crescido muito, o que é bom para quem gosta de tattoo (mais uma opção para escolher uma arte), e para muitos tatuadores brasileiros e gringos, que tem se especializado na técnica, criando verdadeiras telas em pele humana.


Lembra daquela aula de artes, na escola, que a professora ou o professor apresentou e ensinou a gente a fazer desenhos utilizando a técnica que surgiu no período do impressionismo, fazendo pontinhos por justaposição? Então, a tatuagem em pontilhismo é basicamente a mesma coisa, porém, ao invés de usarmos o lápis ou caneta, os pontos são feitos com agulha. 

Não se sabe ao certo onde e como a técnica passou das telas para a pele (ou da pele para as telas?), o que podemos notar é que a maioria das tattoos em pontilhismo são mais geométricas ou tem referências orientais, hindus, budistas, tibetanas... o que nos faz pensar que apesar de ser uma “novidade”, essa técnica já pode ter sido utilizada muito antes do estilo viralizar. 
Inclusive por que mesmo após se investir muito em tecnologia para as máquinas de tatuar modernas, a técnica handpoke (feita apenas com a agulha, sem máquina, utilizando a força da mão e tinta, pontinho por pontinho) é antiga e ainda uma das utilizadas, esta técnica remete as tatuagens ocidentais, feitas com bambus com agulhas presas nas pontas durante os rituais.


Por que o pontilhismo é tão interessante? Talvez porque fica ótimo em qualquer tom de pele, talvez porque o dinamismo do estilo que não é realista, nos dá uma sensação de movimento ao olharmos, talvez porque sempre há um desenho em pontilhismo que vai ficar perfeito em qualquer parte do corpo, talvez porque possibilita mesclar com outros estilos, do old school ao realismo colorido, também dá pra fazer pontilhismo em preto ou pode tranquilamente usar cores, ainda é possível fazer do desenho mais delicado até a arte mais pesada (GENTE, PQP QUE ESTILO FODA).


Mas, como tudo tem um “porém”, um ponto negativo a ser observado é que tatuagens em pontilhismo pede manutenção “mais cedo”. 

Sabemos que todas as tatuagens, com o passar dos anos tendem a abrir ou estourar os traços, com o pontilhismo, assim como na aquarela, isso pode ocorrer mais cedo, vale ressaltar que isso não é uma regra, e nem significa que sua tattoo vai ficar feia, tudo vai depender de uma série de fatores, como o tipo de desenho (ponto mais “fino” ou mais “grosso”), local do corpo, como você cuidou durante e após a cicatrização, exposição ao sol, tipo da pele... A dica que eu dou é que quando buscar inspirações neste estilo, procure também fotos de tattoos mais antigas, ou converse com seu tatuador sobre esse assunto, informação nunca é demais. Abaixo algumas ideias pra quem se empolgou com o pontilhismo.










TATUADOR(A), VOCÊ JÁ ESTUDOU HOJE?

Tatuadores e tatuadoras, profissionais e iniciantes, sabe aquele estágio, que passamos várias vezes, de tempo em tempo, onde a gente sente que o que aprendeu até ali “é pouco”, e você sente aquela necessidade de aprender mais. 

Então... Acredito que até os tatuadores mais experientes e “viajadões” passam por isso, então, você, aprendiz, não ache que se sentir limitado é de tudo ruim, porque são destes sentimentos negativos que buscamos crescimento. E foi assim que eu me vi participando de um workshop diferente. Sem nada de exposição prática, de técnicas, ou dicas de aplicação, dicas de materiais, nada disso, e mesmo assim, foi foda!

Eu fui na 29ª edição do Workshop Starter, em Blumenau- SC, organizado e promovido pela Art Fusion, uma empresa que vende materiais de tattoo e piercing. O workshop foi realizado dentro de uma convenção de tattoo – Art Day, também organizada pela empresa.  

Primeiramente, o que me atraiu, foi a oportunidade de participar de um workshop com três tatuadores (Alexandre Daliier, Fernando Souza e a Joseane Andrade),  DE GRAÇA – pensei: “me dei bem, vou aprender umas técnicas novas, com uns feras”. Mas, chegando lá, sala lotaaaaada – eu bem ATENTA - pra não perder nada, papo vai, papo vem, fiquei sabendo que não iria ter “aula prática”, que iria ser apenas umas palestras e tals, estranhei, mas pensei, “já estou aqui, nada do que foi dito até agora foi desnecessário, então beleza”.

O Thiago Ferreira Jr., fundador da empresa, contou sobre sua história de vida, seu trajeto profissional, seguido pelo Dallier, que contou como começou a tatuar, as dificuldades que enfrentou, assim como o Fernando Souza, que também compartilhou com a galera suas experiências, e a Josiane, que até então eu não conhecia, contou que participou da 1ª edição do Starter, se destacou e agora trabalha com os caras, na Art Fusion. Foi um dia inteiro nesse ritmo, foi tanta informação, que nessa noite eu nem dormi, sério, minha cabeça não queria parar, pra ter ideia da explosão de informações.

Enfim, entre chamadas de atenção, trocas de experiências, eles queriam expor MAIS que a forma que tatuam, eles queriam mostrar que todo mundo começa de baixo, que todo mundo faz cagada, que todo mundo passa por dificuldade no caminho até ser bom, até ter sucesso, até ser re(conhecido).
Esse projeto está rolando porque o empresário Thiago vende material de tattoo, kits para iniciantes, e percebeu que logo de cara, nas primeiras dificuldades a maioria desses potenciais clientes desistem da profissão, e os caras querem mudar essa estatística, promovendo cursos como esses, gratuitos, pra digamos, dar uns tapa na cara dessa galera, porque é difícil pra todo mundo.


Quero deixar bem claro que nem eu, nem o MEDÁ CAFÉ ganhamos nada pra promover ou falar bem dos caras e da empresa aqui. Eu precisava simplesmente dizer que a iniciativa é fantástica, tanto para nós, quanto para eles, e que realmente aprender uma técnica, nem sempre é tudo, saber de como foi a subida de cada degrau desses caras, dá um gás, uma motivação, pra quem tem ralado, mas acha que está demorando pra ser o tatuador “famosinho” da cidade.

E como a crise tá aí pra todo mundo, existem formas alternativas de estudar, pra quem tá “namorando” aquele curso foda, mas no momento não pode investir, (proque a gente sabe que não é barato), tem canais no youtube, de artistas e tatuadores com dicas e técnicas, de graça e acessível pra quem dispor um pouco do seu tempo e da sua atenção. O nosso oráculo Google também permite pesquisar muito, usando apenas palavras chaves, e econtrar dicas preciosas, e um pedaço de papel e lápis todo mundo tem, deixar um tempinho do teu dia pra praticar não é perda de tempo, também é investimento, digo por experiência própria.

Estuda gente, porque “A tinta não pode secar assim como o conhecimento não pode cessar” frase do mestre Dallier. E a tatuagem, é um aprendizado diário, uma jornada longa, cheia de pedras pelo caminho. Fica aí esse textinho motivacional, pra que você aproveite mais o seu feriado, enquanto tem muita gente descansando, tomando aquela breja, desenha aí, esse é um dos caminhos para o sucesso.


CONVENÇÕES DE TATUAGEM EM JUNHO

Para quem está iniciando na arte da tatuagem, ir a uma convenção é uma das melhores oportunidades de aprendizado gastando pouco dinheiro. Além da presença de grandes artistas brasileiros, é cada vez mais comum tatuadores gringos visitarem nosso país, influenciados pelo grande número de fãs que há por aqui. Além dos mestres da tatuagem, fabricantes e revendedores de materiais expõem seus melhores produtos e novidades, geralmente com um preço mais baixo que nas lojas.

Só no ano de 2017, contabilizamos mais de 50 eventos em todo o Brasil! É um número grande, né? Alguns já aconteceram, mas a maioria é no segundo semestre.
Em junho tem dois grandes eventos para os amantes da tatuagem: a primeira edição do Art Day Blumenau Tattoo Convention e a 4ª Tattoo Place Convention em Niterói, no Rio de Janeiro.




Quer ficar por dentro de todas as convenções que acontecerão em 2017? No menu inicial do blog, clique em AGENDA 2017 e não perca nenhum evento!

HISTORIADOR PESQUISA COMO A TATUAGEM PASSOU A SER UM ADEREÇO CORPORAL DESEJADO NO BRASIL


O texto dessa semana é diferente, ele não é sobre o significado de determinado estilo ou desenho, ele é sobre a História da tatuagem no Brasil, uma história significativa, que está ainda a passos lentos, mas caminhando para a desmarginalização. Isso graças a globalização da arte na pele, exposta frequentemente em revistas, nas novelas, nos filmes, séries, redes sociais...

Pra abordar esse assunto, tive um papo reto com o professor de História, Fernando Garcia, que escolheu tatuagem como tema da sua pesquisa de mestrado, desenvolvida pela UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), no Mato Grosso do Sul. (Então decorem esse nome, porque esse cara está sendo muito importante para nós tatuadores e amantes dessa arte, essa pesquisa desenvolvida pelo Fernando é a primeira no setor da historiografia nacional).

Foto (Camila Cattai): Fernando entrevista Carlinhos - Scorpions Tattoo/SP. Tatuador desde 1980

Já são quatro anos de buscas e entrevistas, que ele compartilhou com a gente. “Comecei essa pesquisa desde a minha graduação em História. Sou apaixonado por tatuagens desde muito antes da pesquisa. Eu estudo aquilo que chamo de ressignificação da tatuagem no Brasil. Ou seja, meu objetivo é compreender o que diabos aconteceu na sociedade brasileira pra que a tatuagem deixasse de ser vista como uma coisa de bandido, e passasse a ser vista como algo normal, até mesmo como uma moda, relativamente bem aceita. Digo relativamente porque, pelo que tenho visto até agora, todo o esforço pra construir uma imagem da tatuagem como algo normal, também ajudou a demarcar QUAIS tatuagens são consideradas normais. Por consequência, aquelas que não se inserem dentro dessas "normas", são até hoje marginalizadas”, explicou. 

Para quem não sabe, Fernando conta que a presença da tatuagem no Brasil é muito antiga. Há um bom número de etnias indígenas que a praticaram no Brasil, não a pintura corporal, mas a tatuagem. Ele conta que a tatuagem começa a se espalhar em nossa sociedade a partir dos marinheiros que vinham nos navios e atracavam nos portos brasileiros, trazendo a tatuagem em seus corpos. Aos poucos, ela se difundiu entre a população que vivia no porto.

O problema: As pessoas que circulavam pelo porto geralmente eram os marinheiros, estivadores (trabalhadores pobres), as prostitutas...além da região portuária ser conhecida como uma zona de boemia. Pra ‘ajudar’, as elites brasileiras tinham uma ‘febre’ de se parecer com os europeus, principalmente com os franceses! Eles pretendiam construir uma imagem de si mesmos bem distantes dos ‘pobres brasileiros’. Com isso, tudo o quanto era prática das camadas populares por aqui, era mal visto e devia ser evitado. Consequência? A tatuagem passa a ser vista como coisa de ‘gente inferior’. 

Além disso, o pesquisador afirma que o jornal foi um fator importante para a marginalização da tattoo. “As fotografias ainda eram um luxo pros jornais da época - estamos falando dos anos de 1900, 1910, o Brasil ainda é um país rural. Então, quando acontecia um crime, por exemplo, a descrição da cena era bem detalhada, a mesma coisa com o criminoso. Com isso, a tatuagem começou a aparecer constantemente nas páginas dos jornais relacionadas à descrição dos criminosos, mais lenha na fogueira do preconceito! Além, é claro, das tatuagens feitas nas cadeias, ajudando a associar a imagem do tatuado à do criminoso”.

FOTO: Correio Paulistano, 1927, em matéria ilustrada sobre tatuagens no Carandirú. 

Com esse cenário, Fernando afirma que fica claro de como o preconceito pode ter sido construído contra os tatuados. Voltando para o tema da pesquisa, o historiador escolheu três pontos de partida:

1º Estudar como o trabalho dos tatuadores mudou;
2º Como os espaços onde as tatuagens eram feitas mudaram;
3º Como os corpos dos tatuados também mudaram ao longo da história.

“Tem sido um percurso bem interessante, porque tenho percebido uma coisa que a gente já tem certa noção na história: as coisas não acontecem ‘desconectadas’. Pra realizar uma pesquisa, o historiador precisa daquilo que chamamos de fontes. Tudo que nos permite "saber" do passado, é uma fonte. E aí o trabalho do historiador se parece com o de um detetive. Nós procuramos um indício aqui, outro ali, e vamos compondo um quadro do que teria acontecido. A tatuagem, de um modo geral, nunca foi um assunto de grande importância pra vida econômica, social ou política do país. Consequentemente ela não está sempre presente, em reportagens bem elaboradas nos jornais. Principalmente porque ferramentas como a internet não existiam nem nos sonhos neste período (talvez nos sonhos, quem sabe). Assim, é bem mais difícil encontrar matérias sem estas ferramentas que popularizam o acesso aos mais diversos conteúdos - como é o caso deste blog, sobre...tatuagem! Eu adoraria que ele fosse escrito em 1900, rs”, relatou Fernando. 

Mas, como a esperança é a última que morre, e quando a gente quer a gente acha (frase de uma stalker), Fernando contou que foram meses remexendo os arquivos de jornais da Bilbioteca Nacional para encontrar, como ele mesmo descreveu, matérias incríveis, feitas em presídios, em portos, em praias, ou mesmo nos antigos ateliês de tatuagem que foram surgindo nos anos de 1960. 

Ele juntou todas essas fontes impressas com outras como fotos, documentários em programas de Tv, matérias em revistas de comportamento, além de  depoimentos dos tatuadores que estão na ativa desde os anos 70 e 80.

“Estamos tentando, com muito cuidado e seriedade, compor uma ideia do que foram as transformações pelas quais a tatuagem passou e ainda passa, ao longo do último século. O historiador, como já disse um dos nossos mais importantes teóricos, não vagueia errante ao passado, mas parte com um objetivo claro, com uma pergunta a ser respondida. Minha pergunta é essa: O que aconteceu para que a tatuagem deixasse de ser um símbolo de marginalidade e passasse a ser um adereço corporal desejado pelas mais diversas idades, classes sociais, religiões? Como dizem alguns dos meus entrevistados: hoje parece que é ao contrário, difícil é quem não tem uma tatuagem”.

Como a pesquisa do Fernando ainda não está finalizada, e precisamos deixar aquele ar de resenha de bons livros, aquele gostinho de quero mais, lá pra meados de abril de 2018 a pesquisa será finalizada e bem provável que no mesmo ano seja publicada, daí retomaremos com a pauta e os desdobramentos que já foram esclarecidos mas não revelados (Esse Fernando adora um suspense).

Pra finalizar, pra quem ainda não viu, este vídeo é a primeira reportagem sobre tatuagem no Brasil, feito pelo Fantástico, na Globo.





ACABOU DE FAZER UMA TATUAGEM? ENTENDA O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO E OS CUIDADOS NECESSÁRIOS

O assunto pode ser cansativo, mas talvez, compreendendo o processo de cicatrização, seja mais fácil seguir as dicas pra ter uma tattoo bonita e de cores vivas por um longo tempo. São apenas 7 dicas e nenhum segredo.

Primeiramente devo ressaltar que o processo da tattoo não acaba quando o tatuador(a) termina o trabalho dele. A fase da cicatrização é de extrema importância, e de responsabilidade do cliente, pra que ela dê orgulho ao ser exibida no futuro. Por tanto:



1 – Use o plástico conforme as orientações do artista (eu costumo indicar de 3 a 5 dias com plástico filme, depende da tattoo). Não se esqueça que o plástico precisa ser trocado ao longo do dia, usar o mesmo plástico pode dar ruim por motivos de: tem plasma, suor, sangue, tudo ali, dançando, em cima da tattoo/ferida aberta, então troque pelo menos umas duas vezes. Tem muitos casos de reação alérgica durante o uso do plástico. Então manter a tattoo limpa e trocar o plástico e observar o que tá rolando irá diminuir esse risco;

2 – Use uma pomada restauradora dérmica, a partir do 3º/4º dia de tattoo, é quando a pele para de expelir plasma, (o que até então mantinha a pele hidratada), a pomada fará esta função, e os componentes irá ajudar para uma cicatrização mais rápida, há quem indique apenas vaselina, é bom? Não é ruim, porém ela irá apenas manter a hidratação, sem nenhum auxilio na cicatrização. A pomada deve ser usada de 2 a 3 vezes ao dia, até a tattoo cicatrizar TOTALMENTE;

3 – Cuide da alimentação, mesmo não tendo nada comprovado cientificamente que a alimentação influencia nessa fase, algumas pessoas tem tendência a desenvolver inflamações e alergias com facilidade, e as vezes nem sabem disso. Então é bom pegar leve com a gordura e riscar do cardápio alimentos remosos (pimenta, embutidos, ovo, chocolate, peixe, carne de porco, são os mais comuns);

4 – Nessa fase você vira um vampiro. Você deve desenvolver aversão ao sol, por que ele será o MAIOR INIMIGO da sua tatuagem novinha em folha. Os raios UVA/UVB destroem sua tattoo. É SÉRIO, GENTE. E é importante ressaltar: Não pode passar protetor solar nessa fase, não se iluda que vai besunta a tattoo de protetor e pronto, porque o protetor tem muita química, e isso também pode foder com sua arte durante a cicatrização;

5 – Mar, rio, piscina, cachu, é tudo maravilho, e você VAI EVITAR. Primeiro por que tem milhares de centenas de microrganismos, bactérias, mijo, sim, mijo, sujeira, além de outras pessoas compartilhando o mesmo local, ou seja, vai dar merda. A lei de Murph não falha;

6 – Quer ser sedentário sem peso na consciência? Faça uma tatuagem! Por pelo menos 15 dias evite exercícios físicos, malhar, além de contrair e relaxar a musculatura vai mexer com a pele e consequentemente com a tattoo, sem falar no suor, e no fato de dividir aparelhos com outras pessoas, também suadas... Deu pra entender que rola uma troca de bactérias né?!

7 – após cerca de 20/30 dias, depois de toda a casquinha que se formou cair SOZINHA (nada de coçar, pelo amor dos Deuses, se você coçar vai ferrar com a tattoo, ela vai falhar), esse prazo depende muito de cada organismo, é a hora de entrar com a hidratação e proteção solar. DIARIAMENTE. Isso vai garantir a cor e o brilho da tua tattoo. Afinal, uma pele hidratada é uma pele hidratada, né nom?!



DICA DE OURO

E por fim, uma dica bem valiosa, os meses do outono e o inverno são ideais pra se tatuar, porque o clima favorece, e você não passa vontade de “Ahh como eu queria tá na praia”. Usa mais roupas, o que vai ajudar a proteger a tattoo mesmo você saindo em um dia de sol, e com a temperatura mais baixa terá menos irritação na pele, vai coçar menos (porque ô caralha pra coçar é tattoo em cicatrização).

Eu sei que quando a gente tem uma tattoo nova a gente quer mais é mostrar pra todo mundo, e é difícil se conter e seguir certinho todas as recomendações que os tatuadores pedem, não comer isso, não usar aquilo, mas eles esperam e confiam que você siga as orientações pelo seu próprio bem, sabe aquele ditado de mãe "escuta a voz da experiência!", é a mesma coisa, e garanto que dá certo. 

Também tem muito tatuador que não orienta sobre nada, ou que recomenda isso mas não recomenda aquilo, é sempre de acordo com as experiências pessoais que de cada um. Por isso reuni nesse texto as dicas mais valiosas e importantes de serem seguidas. 

TATUAGENS MINIMALISTAS: ELAS CHEGARAM PRA PROVAR QUE TAMANHO NÃO É DOCUMENTO


Cada vez mais as tatuagens tem sido utilizadas como acessórios. E assim como na moda, de época em época, um acessório (na tattoo podemos chamar - estilo), fica mais em alta que outro, e as tatuagens minimalistas tem ganhado um destaque crescente já há um tempo.

Tinta preta, fineline e pontilhismo, pequenas e delicadas. Este estilo já conquistou muitos corações e ganhou muitos likes nas redes sociais, se espalhou e virou febre por todo o mundo. Muita gente tem provado que pequenas tatuagens podem ter grandes significados.


Plantas, constelações, runas, flechas, animais, frases curtas, palavras, fórmulas e os mais diversos símbolos estão carregados de sentidos e sentimentos.

Um delicado raminho de arruda tem simbolizado proteção; para uma pessoa que acredita em astrologia, tatuar a constelação do seu signo tem muita importância; triângulo pode representar uma pessoa que gosta de mudança e fluidez; muitos apreciadores de café já tatuaram sua fórmula; garotas que buscam mostrar que o feminismo é importante para desconstrução de uma sociedade machista já provaram que tatuar um simples e forte “GRL PWR” é fantástico; pais e mães de cachorrinhos e gatinhos fofos também já tatuaram seus pets.

Fica aí em baixo algumas dicas pra usar na próxima tattoo pra quem é adepto do “menos é mais”. 



















NEYMAR TATUA AUTÓGRAFO EM SEU TATUADOR

Na última segunda-feira, o jogador de futebol Neymar fez mais uma tatuagem, dessa vez gravou uma foto do filho em seu antebraço. A arte foi realizada pelo artista Thieres Paim, membro da equipe do tatuador Adão Rosa, proprietário do Náutica Tattoo, com estúdios na Praia Grande e São Paulo, além de duas unidades na Europa, em Ibiza e Roma.

Reprodução Instagram 

Após ser tatuado, Neymar pegou na máquina de tatuagem e mandou ver seu autógrafo na pele do tatuador Adão Rosa, como podemos ver em vídeo divulgado no Instagram:

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Vídeo divulgado no Instagram do Jogo Extra


TATUAGENS PROFISSIONAIS
Há alguns anos o cantor pop Justin Bieber e seu tatuador receberam duras críticas após o astro teen ter tatuado a perna do artista, pois nos Estados Unidos apenas pessoas credenciadas e com devido treinamento podem realizar tatuagens. O que você acha disso?

TATUAGEM ORIENTAL ARTÍSTICA – PERSONAGENS MAIS POPULARES


 O Oriente tem uma força muito grande quando o assunto é tatuagem. O estilo é popular no mundo todo [curiosidade: existem evidências de que a prática da tatuagem já existia por lá em 10.000 a.C.] e continua influenciando a tattoo artística praticada no ocidente contemporâneo. 

Mas é notável que ainda falta conhecimento para explorar muitos desenhos, e esse é o motivo desse post: apresentar o significado dos personagens deste estilo.


A tatuagem artística oriental mais popular é a japonesa, e se desenvolveu a partir da influência de uma novela chinesa, imitando os heróis populares que trazia alguns personagens tatuados. 

Contava com um ‘body suit’ com dragões, flores, Busho, tigre, animais com as costas tatuadas, existiam ainda representações desses e outros personagens tatuados no teatro ‘Kabuki’ e edições ilustradas por grandes mestres da gravura.

Os temas utilizados nas tatuagens japonesas são limitados a cultura folclórica, e sempre contam histórias através de figuras como deuses, demônios, samurais, gueixas, animais e flores, estas tatuagens muitas vezes são fechamentos - cobrem o corpo todo - deixando apenas os pés, mãos, pescoço e rostos sem arte.


Esses desenhos e o estilo se espalharam pelo mundo e há quem diga até que substituiu o estilo Old School, tradicional norte americano, que já era popular antes do século XX.

No Brasil a tatuagem demorou ganhar popularidade e qualidade. É praticamente impossível sair na rua e não se deparar com carpas, dragões e ramos de cerejeira, que nem sempre foram feitos seguindo os padrões e até as técnicas orientais [tebori não é pra qualquer um]. Como falta conhecimento sobre os significados, tanto por tatuadores quanto por admiradores, este tipo de arte acaba não explorando muitos personagens orientais. Daí senti essa necessidade, de falar sobre cada “personagem”, e fazer uma breve apresentação.  Segue a lista:

FOO DOG


O FOO DOG também pode ser chamado de "Leão de Buda", e é uma fusão que remete a um leão com cão. Representa proteção e coragem. Quando é representado com uma cabeça vermelha afasta os maus espíritos e traz saúde e riqueza. 

Quando ele está com a boca aberta e uma pata sobre uma esfera é masculino, e representa o céu, já a fêmea tem a boca fechada, uma pata próximo ao filhote, representando a terra. 

Na tattoo muitas vezes é ilustrado rastejando ameaçadoramente. 







SERPENTE

A serpente tem uma vasta gama de significados simbólicos na tattoo oriental. São vistas como protetoras, usadas para afastar os desastres, má sorte e doenças. Além de representar sabedoria sobre decisões.

Outro significado é que, como elas trocam a pele, muitas vezes são associadas com a cicatrização, regeneração e, no Japão, com a sagacidade de ritos e remédios medicinais. 

Ainda pode representar uma mulher que assume a força do homem, simbolizando atributos femininos sagrados.


KAPALA (Caveira tibetana)


No oriente caveiras são uma representação positiva do círculo natural da vida.
Normalmente, elas podem representar mudança, além de simbolizar rebeldia, perigo, que a pessoa não tem medo da morte e a consciência de que a vida é curta.


MASCARAS ONI


A Máscara Oni mais popular é a Hanya, que simboliza a crença no mundo espiritual, onde demônios desempenham tanto funções para o bem como para o mal.

No Japão tem o significado de sorte, e acredita-se que ela espanta os maus espíritos da casa.

No mundo da tatuagem a máscara pode significar diversas emoções (raiva, tristeza, perigos). 







FLORES

Flores japonesas têm uma variedade de significados: 
A flor de lótus representa o entendimento, conhecimento, iluminação e vida. 

A flor de cerejeira é vista pelos japoneses como um reflexo de sua própria mortalidade, por não florescerem por muito tempo. 

Crisântemos simbolizam perfeição e, em alguns casos, divindade, bem como alegria, felicidade e longevidade. 

A rosa simboliza o equilíbrio, amor eterno e novos começos. 

As peônias simbolizam elegância e riqueza. 

Orquídeas representam coragem, poder e força. 

A flor de hibisco, significa suavidade.


TIGRE

Tigre muitas vezes é associado a força, poder, orgulho, ferocidade, coragem, independência e liberdade. A tatuagem de tigre tem dois lados. 

Um sombrio que pode significar perigo, vingança e punição, definido como a escuridão dentro do ser humano, mas também simboliza coragem, virtude, vida longa e força, usado para proteger contra a má sorte, espíritos malignos e doenças.


FENIX



No oriente é símbolo da graça e da virtude. 

De acordo com a lenda é o pássaro mítico que representa o fogo, o sol, a justiça, obediência, fidelidade e boa sorte. Era associada à imperatriz.

Assim como em outras partes do mundo, na cultura japonesa a Fénix também é o pássaro que simboliza renascimento e triunfo.


KARPA KOI



Na cultura folclórica oriental, atribuíram as carpas qualidades como força e bravura. 

Elas simbolizam determinação, forte desejo de sucesso e a ideia de se transformar em algo melhor.

Isso por porque a koi, muitas vezes tenta nadar contra a corrente do Rio Amarelo, mas poucas conseguem passar de um ponto chamado ‘Portão dos Dragões’. 

Na crença, aquelas que conseguem, são transformadas em dragões. 



DRAGÃO


Os dragões orientais estão associados à água e a chuva. Representam a força, riqueza e ferocidade.

No Japão, o dragão representa a generosidade, sabedoria e uma força que é utilizada em benefício da humanidade.

GUEIXA 


São símbolo de beleza, delicadeza, educação e objeto de desejo.

Na tatuagem representam uma mulher ideal. Forte, delicada e inteligente. 








 KANJIS


São símbolos japoneses, que representam uma palavra ou lema.

Foi moda nos anos 90, porém o estilo se tornou um “problema” porque nem todo mundo que tatua fala japonês, e muitas vezes foram tatuadas mensagens erradas no corpo.







USAGI (coelho)


Representando a “grande natureza”. Coelhos são altamente reprodutivos e inesperadamente perversos.

Eles podem ser usados para ilustrar natureza lasciva feminina. 

Geralmente é tatuado junto com um tigre.



JINKI (tartaruga)



Jinki é uma tartaruga com orelhas, adorado em muitos santuários como mensageiro de Deus. A tartaruga é considerada como uma das quatro misteriosas bestas espirituais.
É símbolo de poderes sobrenaturais como a capacidade de prever o futuro, também é um símbolo de perseverança.

ESPECTRO NEKOMATA (gato)


É como um monstro. O gato espectro foi originalmente um gato comum, mas com a idade, ele ganhou força sobrenatural, tornando-se um monstro horrendo com uma cauda espiritual dividida em dois, e ainda andar sobre duas pernas e é capaz de falar e de se disfarçar como um ser humano.

Abusa das mulhere, traz problemas de saúde para as pessoas e é assassino.

Também existem outros tipo de gatos na tatuagem oriental, como o Horimoto (gato ninja), que pode estar relacionado a inteligencia, agilidade, independência e liberdade.






Vale ressaltar que estes não são os únicos personagens da tattoo artística na cultura japonesa, [quero inclusive já me desculpar por faltar muito conteúdo], já que a proposta deste texto é expandir a visão sobre a quantidade de personagens deste estilo para serem explorados. Mas a lista é imensa, contém inclusive insetos. O que dificulta a pesquisa é a necessidade de um aprofundamento antropológico [dá pra escrever um livro IMENSO só sobre isso] e também falta material de pesquisa em português. Fica destacada a importância de valorizarmos e explorar mais essa arte oriental mistica e milenar.

Bora fazer um fechamento oriental? Contar a lenda desses seres com desenhos na pele? Demais né!

Referências: “Tatuagem japonesa: história do irezumi, significados e galeria”, tattooers.net; “Tatto oriental e seus significados”, curtoisso.com; “A Tatuagem Japonesa e suas origens”, tatuagemartistica.com

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