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Archive for Outubro 2013

RESENHA DE “THE MEDIATOR BETWEEN HEAD AND HANDS MUST BE THE HEART” - SEPULTURA

Sinceramente, pensei em “inaugurar” a sessão com esta resenha, porém, ia levar bastante tempo pra sair o álbum, então decidi fazer o que foi feito, e  não me arrependo.
Pensei que seria difícil falar de uma banda que não aprecio tanto, mas acho que pior ainda é escrever sobre o disco que mais esperei no último ano. “The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart” é o 13º álbum do Sepultura. Produzido por Ross Robinson, o mesmo produtor de “Roots”.



O título faz referência ao “Metrópolis”, clássico do cinema mudo, dirigido por Fritz Lang, de 1927.

Um café, e vamos à audição!

Começando, com, talvez, a faixa mais suja do disco, “Trauma Of War”, que começa com um caos indefinido seguido da bateria poderosa de Eloy Casagrande. Percebe-se logo de início que nada do que você está ouvindo já foi feito pela banda. Ao final, as primeiras batidas tribais estão de volta. Difícil destacar alguém nessa música, mas Derrick fez um vocal desgraçado e Eloy marca com direito até mesmo de blast beats, em alguns momentos.

Na sequência, uma das melhores introduções que o Sepultura já fez. “The Vatican” começa sinistra, com sinos e vozes de um coral. Um minuto e meio de introdução, seguido de um riff poderoso, que faz você levantar a cabeça logo de cara. Em meados da música, Andreas nos presenteia com um riff e solo que faz lembrar lá de “Beneath The Remains”. A letra é feita em “homenagem” ao Papa Francisco e o Vaticano (óbvio?).

“Impending Doom” é uma das mais cadenciadas do álbum. Um timbre raivoso que acertaram em cheio. Toda a música demonstra raiva, e leva um som sinistro ao fundo. Boa música, mas nem de longe é a que me chamou mais atenção. Mesmo assim, não deixa cair o nível do álbum.

Já ouvi algumas pessoas falando que “Manipulation Of Tragedy” é a melhor do disco. Não é de se discordar. Bumbo, guitarra e baixo casados em uma levada muito interessante no começo. Logo após, permanecendo apenas a cozinha, e dificilmente uma levada bem feita assim não vai me agradar. Até agora é a melhor bateria do disco. A condução de Eloy é impressionante. Aqui temos um pouco mais da pegada tribal do Sepultura. Até agora também é o melhor solo do disco. Uma pegada completamente diferente do Sepultura. Excelente música!

Andreas deu um toque mais especial aos riffs do novo álbum. “Tsunami” faz jus ao título, não apenas na letra. É uma faixa pesadíssima. Eloy, mais uma vez, faz uma condução muito bem colocada. Final sujo e muito pesado!

“The Bliss Of Ignorants” já começa com a pegada tribal, e logo depois, não tem como não lembrar “Propaganda”. Em meados da música, fica bem cadenciada, com um baixo bem agressivo. Essa entraria facilmente no “Roots”. Também fica entre as melhores do álbum.

“Grief” tem uma introdução com um dedilhado, muito bonita por sinal. É a “balada” do disco. Derrick aqui mostra um pouco mais de sua musicalidade. Talvez seja onde ele coloca a influência de seu projeto paralelo, Maximum Hedrum, como o próprio disse antes, com vocais limpos, em algumas passagens. É uma boa música, muito diferente, mas é a que menos me chamou a atenção.

“The Age Of The Atheist”, grande parte já deve ter ouvido antes, e foi de onde vimos que vinha coisa diferente por aí. É o primeiro single do disco, lançado também em compacto.

Aí está outra paulada! “Obsessed” é pesadíssima, com passagens rápidas variando entre outras mais cadenciadas. Tem a participação, de ninguém menos que, Dave Lombardo, em Jam com Eloy Casagrande.

Pra fechar, um cover um tanto inusitado, “Da Lama ao Caos” do Chico Science & Nação Zumbi. Não me lembro se o Andreas já cantou sozinho em alguma música do Sepultura, em estúdio, mas enfim, aí está. O cover, apesar de muito mais pesado que o original, claro, foi bem fiel, com exceção do ótimo final.

Ainda temos uma versão deluxe, com duas bônus: "Stagnate State of Affairs" e "Zombie Ritual" (Death cover), mas como ainda não as ouvi, obviamente não vou escrever sobre. Essa versão não será lançada no Brasil. Minha versão americana já está encomendada!

No começo estranhei o fato de o vocal de Derrick Green estar um pouco mais apagado, se comparado aos discos anteriores, mas ao decorrer percebi que isso o deixa ainda mais agressivo.

Eloy Casagrande não é desse mundo!


Sujo, agressivo e pesado! São as três palavras que posso usar para resumir esse trabalho maravilhoso do Sepultura. E sim, arrisco em dizer que é o mais pesado de toda a história da banda.

Ouça sem frescura!

Nota: 9,5

Cássio Moret

SÍMBOLO DO SEPULTURA FOI CRIADO POR UM TATUADOR


 

Os integrantes do Sepultura, pouco antes do lançamento do álbum Arise em 1991, buscavam um novo logo para usar no miolo do cd. Segundo o guitarrista da banda Andreas Kisser, eles queriam um símbolo tribal que representasse a banda, e para isso procuraram o tatuador e ex integrante da banda mineira Overdose, o Bozó, que desenvolveu o logo que hoje é um dos maiores símbolos do metal brasileiro.

A inicial S, transformada numa sequencia sinuosa de vértebras e espinhos emaranhados, além do miolo do cd Arise, estampou todos os discos seguintes, além de bandeiras, camisetas e bíceps dos mais fãs do grupo.

Assim como o Sepultura, outras bandas de metal capricham na hora de criar suas marcas. Letras das quais saem chifres, serifas com ângulos que lembram espadas e etc. A marca é a tradução visual da banda.

 

Bozó oferece algumas dicas para quem busca inspiração “Para criar uma boa marca, você tem que conhecer o som, escutar a música da banda enquanto está criando”;
“Acho que quanto mais simples, melhor. O logo do Sepultura chega a ser complicado demais, com aquele monte de ossos”, diz seu criador, que se declara fã dos símbolos usados pelo Metallica e Raimundos.
Hoje o tatuador cobra em média R$ 700 para quem deseja tatuar o famoso ‘S’ em seu estúdio.

 FONTE

1º CENSO BRASILEIRO DE TATUAGEM



Revista Superinteressante vai traçar o perfil do tatuado no Brasil e precisa da ajuda de todos nós!
Basta responder a esse questionário: http://abr.ai/19NKe2h

Suas respostas vão fazer parte de um grande infográfico nas páginas da SUPER. E você ainda pode descobrir (e contar pra todo mundo) qual é o seu perfil de tatuado.



CONVENÇÃO DE TATUAGEM EM CAMPINAS


Pelo segundo ano acontece na nossa região o Campinas Expo Tattoo, que apesar de levar o nome da cidade, acontece na Região Metropolitana de Campinas, a RMC, especificamente em Souzas!

Realizado pela primeira vez em 2012, em Nova Odessa, o evento contou com a presença de artistas tatuadores de todo o estado de SP e de outras regiões do Brasil, chegando a ter um total de pouco mais de 5 mil visitantes durante os três dias de feira!


A mudança de local se deve à uma maior comodidade para chegar ao evento, já que na primeira convenção algumas pessoas tiveram problemas com estacionamento e ônibus que passasse próximo. 
Dessa vez será realizado no LBN Hall, local que conta com maior estacionamento, ar-condicionado em todo os ambientes e com diversas linhas de ônibus disponíveis!


LBN HALL, local do evento de 2013
O Campinas Expo Tattoo é realizado pelo Angel's Tattoo Art, estúdio de Campinas, pioneiro em eventos na nossa região, repleta de ótimos artistas, mas que nunca havia organizado um evento que promovesse a arte da tatuagem!

A convenção acontece nos dias 8, 9 e 10 de novembro, e contará com artistas renomados e mais de 15 categorias, que premiarão do 1º ao 3º colocado, e ao que tudo indica, a Melhor Tatuagem do Evento dará um prêmio em dinheiro!

INFORMAÇÕES
Local: LBN HALL 
AV. Antonio Carlos Couto de Barros, 2156 - Souzas
Data: 8, 9 e 10 de novembro de 2013
Entrada: por volta de R$ 10 a R$ 20 
Contato: Angel's Tattoo Art (19) 3043-1784

CURSO PARA TATUADORES E WORKSHOP DE MICROPIGMENTAÇÃO

A Brazilian Steel, maior loja de materiais para tatuagem do interior paulista, começará nesse mês de outubro, cursos para novos tatuadores em sua sede, na cidade de Campinas, a 70km de São Paulo!
Com mais de 10 anos, a Brazilian Steel é uma empresa consolidada no mercado da tatuagem, com lojas no estado de São Paulo, Minas Gerais e regiões Centro-Oeste e Nordeste, trabalhando sempre com produtos registrados na Anvisa!

CURSO PARA TATUADORES
O curso será com o tatuador Gustavo Milani, que atualmente tatua em Natal, Rio Grande do Norte, terá um total de 18 horas e concederá ao aluno um certificado de conclusão de curso, além de um kit completo de tatuagem!




WORKSHOP DE MICROPIGMENTAÇÃO DE SOBRANCELHAS
Além do curso para tatuadores, oferecerão também um workshop de Micropigmentação de Sobrancelhas, com a micropigmentadora e tatuadora Monaliza, que será realizo também na loja matriz, e terá 8 horas de duração e também gratificará o aluno com um certificado.


Para saber mais, acesse www.braziliansteel.net/cursos ou entre em contato pelo e-mail vendas@braziliansteel.net.


TATUAGEM DE 9 MIL REAIS

Jogadores de futebol são bastante conhecidos pelas suas extravagâncias e exageros. Talvez por terem tido pouco do vil metal que agora abunda em suas contas bancárias.
O zagueiro brasileiro Naldo, que atua no Werder Bremen da Alemanha exemplifica muito bem esses novos ricos deslumbrados, ao gastar a bagatela de € 2,7 mil , o equivalente a R$ 9 mil, para fazer uma tatuagem de Jesus Cristo crucificado.


Certamente o trabalho feito nas costas do zagueiro sairia bem mais barato, principalmente se for levado em conta a pouca habilidade do tatuador, que fez um desenho tosco e amador que deu a Jesus um par de seios que faria inveja a muita mulher despeitada. A bad tattoo ainda conta com 2 anjinhos com ares nem um pouco angelicais.
Em entrevista ao jornal Bild, o zagueiro disse que:
Sou muito religioso e acredito em Deus. Ele protegerá  a mim e à minha família - 
e completa a entrevista dizendo:
Ainda pretendo fazer algumas nuvens no desenho, mas vou decidir sobre isso quando voltar das minhas férias.
A escolha de um bom tatuador é essencial, principalmente se no desenho escolhido constar a reprodução do rosto e ou do corpo humano. 

Sempre é bom olhar o catálogo de desenhos do artista e pedir um esboço do que se pretende tatuar. Perde-se um tempo com isso é verdade, mas economiza-se uma vida de constrangimento.
Quem realizou a "obra de arte" no jogador brasileiro foi o tatuador Frank Kassebaum do estúdio Spirit of Art - Tattoo Bremen. 

TIVE UMA TATUAGEM NA CARA POR UMA SEMANA


Alguns anos atrás, eu estava na loja de roupas de uma amiga quando um cara com uma tatuagem no rosto entrou e perguntou se ela tinha troco para uma nota de US$10. A Laura, uma garota em geral muito simpática, disse para ele se foder e sair fora. O homem da tatuagem e eu ficamos chocados. Quando perguntei por que ela tinha feito isso, ela disse: “Sabe, quando uma pessoa faz uma tatuagem na cara, ela basicamente está optando por sair da sociedade. Esse cara queria que eu expulsasse ele daqui”.
Até concordei com a Laura na época (mas só porque eu estava tentando pegar ela), mas desde então tenho questionado essa postura. Será que as pessoas tatuadas no rosto querem mesmo ser tratadas como lixo? A resposta é, obviamente, “Não”. Mas eu tinha que descobrir por mim mesmo. Então, quando a VICE me pediu para andar por aí com a fuça decorada, como um mendigo anarquista que anda com o cachorro amarrado numa corda, aceitei a oportunidade na hora.

A Aplicação
O primeiro passo foi encontrar alguém que fizesse o trabalho. Achei uma especialista em maquiagem de cinema chamada Rachel Renna no Craigslist e ela concordou em vir até minha casa e criar uma tatuagem tribal verossímil em meu rosto. Ela me disse logo de cara que a “tattoo” duraria o quanto eu quisesse, desde que eu fizesse pequenos retoques diários, e que só sairia completamente com álcool 99%.
Só para constar, não tenho nenhuma tatuagem e é muito provável que nunca vou ter. Não porque eu não goste de tatuagens ou seja um tremendo frangote, mas porque, se fizesse uma, provavelmente não ia parar mais e ia acabar como aquele cara que se parece com um gato. O que seria ótimo se eu fosse alérgico a sexo.
A Rachel chegou e começou a fazer a tatuagem enquanto meus colegas de apartamento ficavam em volta, rindo e me chamando de Lil Wayne. Fui ficando nervoso. Todo mundo tem uma imagem de si mesmo na cabeça e essa, definitivamente, não era a minha. As pessoas que fazem isso devem ter um ego enorme ou ego nenhum.

Primeiros Dias
Quando você tem uma tatuagem facial, as pessoas vão te olhar de dois jeitos na rua: a encarada ou o olhar breve. O olhar breve é quando a pessoa dá uma rápida olhada para você e os olhos delas vão direto para o chão. Por dentro, elas estão dizendo: “Não olha, não olha, não olha!”. A encarada é quando o corpo da pessoa para totalmente, os olhos dela ficam confusos e revoltados, e você tem a sensação de que ela vai gritar com você, dar um soco na cara ou ligar para sua mãe e dizer que ela devia ter feito um aborto. Os dois tipos de olhar me faziam sentir tanto socialmente superior como completamente desconfortável.
Cruzei com gente que eu conhecia o dia inteiro. As críticas delas a meu novo estilo de vida variavam de “Você estragou seu rostinho lindo” para “Você estragou sua vida”. Estranhos me encaravam em todo lugar que eu ia. A atenção se tornou tão irritante que não aguentei mais, fui para casa e me tranquei no quarto como um adolescente gótico revoltado.
Mais tarde, recebi uma mensagem de uns amigos que estavam num bar. Sentido que alguns drinques talvez pudessem melhorar meu humor escroto, tirei minha cara idiota do travesseiro e fui para o bar onde eles estavam. Minhas memórias daquela noite são nebulosas, mas lembro de um cara do lado de fora do bar dizendo “E aí, Mike Tyson?”. 

No dia seguinte, acordei de ressaca e parecendo um puma que tinha tomado muitas caipiroskas de kiwi no bar. A maquiagem estava toda borrada e nojenta. A testa e o nariz da tatuagem estavam destruídos por causa do suor de bêbado da noite anterior, então, minha namorada teve que consertar isso para mim. Fiquei só com as partes das bochechas e das têmporas, e concordamos que agora eu parecia mesmo com o Mike Tyson. Isso se o Mike Tyson fosse um garoto branquelo, cabeludo e efeminado do Canadá, né?


Trampando
Trabalho como garçom num restaurante bastante casual. Mandei uma mensagem para minha gerente alguns dias antes do experimento, contando sobre minha tatuagem e perguntando se eu ainda podia ir trabalhar. Ela disse que não gostava muito da ideia, mas desde que eu não tatuasse um pinto na cara tudo bem. Ela também disse que se o dono do restaurante aparecesse, ele ia dizer que eu não podia trabalhar assim e ia me mandar para casa. Torci secretamente para ser demitido.

A maioria das pessoas me ignorou, mas outras mesas logo me envolveram em conversas bêbadas sobre meu rosto. Duas mulheres de uns 30 e poucos anos ficaram me adulando e uma delas disse: “Isso me faz imaginar as coisas fodidas que devem passar por sua cabeça”. Dava para sentir ela me despindo com os olhos e fui ficando cada vez mais nervoso quando passava pela mesa delas. Outro cara me ofereceu a mão num "toca aqui" e disse: “Bem-vindo. Sua vida agora é teatro”.
Consegui terminar o expediente sem ser demitido. O que foi meio broxante, já eu tinha passado os dias anteriores procurando outros trabalhos pelo Craigslist, só para garantir. Um dos lugares onde me inscrevi até chegou a marcar uma entrevista. Então, no dia seguinte, acordei cedo, me vesti bem e fui para a minha entrevista num restaurante sofisticado do distrito financeiro de Toronto.

Meu potencial empregador suspirou e me deu a encarada logo que entrei. Ele me convidou para sentar, olhou meu currículo e disse que eu tinha muito experiência com restaurantes, e eu concordei. Ele perguntou se eu era melhor servindo mesas ou no bar. Eu disse, de uma maneira confiante e detalhada, que sou bom nas duas coisas. Minha resposta foi recebida com um “Ótimo, nós vamos te ligar durante a semana”, enquanto ele me mostrava a saída. Agradeci a oportunidade e apertamos as mãos. A entrevista durou menos de cinco minutos.
Surpreendentemente, eles nunca me ligaram de volta.
Os Últimos Dias

Minha namorada acabou me dizendo que a tatuagem estava afetando a maneira como ela se sentia sobre mim. Fiquei puto, começamos a brigar e me vi dizendo “Continuo sendo a mesma pessoa por dentro!”. Piegas, mas verdade.
Decidi que não podia deixar essa tatuagem me derrotar e que eu faria algumas coisas que fizessem eu me sentir melhor comigo mesmo.
Então, fui visitar meu primo e sua filhinha de um ano, Aruyah. Ela é muito fofa e eu sempre me senti muito bem passando algum tempo com ela.

A Ariyah chorava toda vez que olhava para mim. Tenho quase certeza que a deixei traumatizada. Quando for adolescente, ela não vai confiar em mim e não vai saber o porquê.
Resignado com uma vida ridícula, saí para beber com alguns amigos. Assim que sentamos, a mesa na frente da nossa me encarou até me deixar desconfortável, então, encarei de volta como um desafio. Aí uma das garotas levantou, veio até mim e disse: “Não pode ser de verdade”. Cansado dessa conversa, mas incapaz de entregar a mentira, eu disse: “É de verdade”.
“Mas você não parece um cara que passou a vida inteira usando drogas. Isso não pode ser de verdade.” Ela insistiu em tocar a tatuagem e começou a passar a mão agressivamente no meu rosto. Tentei impedir, mas ela tinha a força de uma garota bêbada e fui forçado a deixar ela tocar o meu rosto.

 A maquiagem era forte e não borrou. Ela olhou para os próprios dedos, se afastou e disse: “Ai meu deus...”. Então ela foi para o banheiro, voltou com uma toalha de papel molhada e tentou esfregar na tatuagem. Finalmente, admiti a derrota e contei para ela que a tattoo era falsa.
Conclusão
Tenho que admitir, ter uma tatuagem facial foi divertido na maior parte do tempo e ter que tirá-la me deu a sensação de que alguma coisa estava faltando. Em toda esta semana, nenhuma pessoa me deu nenhuma boa razão para não ter uma tatuagem no rosto. Você nunca vai precisar se preocupar em ser invisível; parece que todo mundo repara em você; estranhos querem falar com você; algumas pessoas até saem do caminho delas para mostrar como estão de boa com sua decisão de estragar permanentemente sua cara e te pagando uma bebida ou sorrindo exageradamente enquanto apertam sua mão. Claro, você pode nunca conseguir um trabalho decente e sua namorada pode achar sua tattoo broxante pacas, mas a parte mais difícil é ter que ficar explicando sua decisão de vida para todo mundo com que você se encontra.
 Por Brad Casey, da revista VICE

CAVEIRAS

A CAVEIRA HABITA O IMAGINÁRIO HUMANO DESDE AS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES, POSSUINDO DIVERSOS SIGNIFICADOS NO DECORRER DA HISTÓRIA E, APESAR DAS CONTROVÉRSIAS QUE ENVOLVEM ESSE SÍMBOLO, ELA É UM CLÁSSICO NO MUNDO DA TATUAGEM. NESTE TEXTO VOCÊ IRÁ COMPREENDER TODO MISTICISMO, O SIGNIFICADO QUE ESTÁ POR TRÁS DESTE DESENHO.


O crânio humano já foi usado por diversas culturas, possuindo conceitos diferentes de acordo com o contexto, a época, a religião e as tradições dos povos. Apesar disso, os significados recorrentes desse símbolo estão ligados ao misticismo, aopoder e à morte.
Para os celtas, a caveira representava a morada da alma, a habitação do divino no humano. Toda a importância dada a essa parte do corpo pode ser comprovada pela descoberta de crânios em restos de oferendas, nos poços sagrados e nas entradas dos templos.
Para a mitologia nórdica, o céu foi feito da cabeça do gigante Ymir, derrotado pelo deus Odin, que recebia oferendas de esqueletos de animais pendurados em árvores. Também entre os bárbaros, escandinavos e alemães era costume o uso de crânios de inimigos como taças em rituais de celebrações de batalhas vitoriosas.
Do outro lado do mundo, no continente da Oceania, a posse da caveira dos inimigos derrotados era importante para algumas tribos nativas, cujos guerreiros eram conhecidos como “caçadores de cabeças”, como por exemplo os caçadores de Borneo e também o comércio de cabeças Maori. Os crânios serviam como troféus para os guerreiros, enfeitavam escudos e faziam parte de rituais místicos.
Na mitologia grega, a caveira é associada à lenda da caixa de Pandora e, para a alquimia, é símbolo sagrado da última transmutação humana: a morte. Na umbanda, o Exu Caveira é a entidade guardiã de catacumbas, sepulturas e mausoléus, e vigia os espíritos errantes.
Nas histórias da mitologia hindu, a deusa Kali, deusa da criação, preservação e destruição, que representa a grande mãe de onde tudo vem e pra onde tudo retorna, tem o pescoço adornado por cabeças de demônios derrotados. Os discípulos da deusa recorrem a ela para obter uma morte tranquila.
Nas tradições da cultura ocidental o crânio também é um símbolo importante, sendo que, até o século passado, eram comuns as peregrinações aos locais onde se encontravam as cabeças de santos católicos e muitos crânios e ossos ainda são conservados em igrejas como relíquias religiosas, principalmente das católicas.
No México, a caveira pode ser vista nos cultos de adoração à figura da Santa Muerte, ídolo que resulta de uma mistura de crenças pagãs e cristãs, e que por não ser aceita pela religião oficial é muito popular entre traficantes, drogados, alcoólatras e homossexuais. A Santa Muerte recebe os pedidos tradicionais por proteção, amor e boa sorte, mas também garante vingança contra inimigos e uma morte indolor a seus fiéis.
Nas bandeiras de navios piratas, as caveiras eram conhecidas como Jolly Rogers, e alertavam de longe o perigo que se aproximava, causando terror nas tripulações dos outros navios. Este símbolo, bastante conhecido por todos, tem uma história bem interessante.
A bandeira “Jack” (como ficou conhecida a bandeira entre os piratas) era uma parte importante da vida marinha: os navios ostentavam suas bandeiras nacionais quando se aproximavam de outras embarcações para afastar os inimigos e atrair os amigos. Muitos tiveram Jacks de batalha que eram erguidas como sinal de que estavam se aproximando para brigar. Imagina-se que os piratas hasteavam bandeiras nacionais ou de nações estrangeiros como maneira de se aproximarem de surpresa da presa, porém, quando conseguiam e preparavam-se para a abordagem, a nacional era então substituída pela Jolly Roger, para que a vítima soubesse que estava perdida e que não deviam esperar misericórdia dos bandidos. Para muitas fontes sobre o assunto, isto era mais um blefe do que verdade, pois os piratas confiavam muito em sua fama para intimidar suas presas e saqueá-las sem que oferecessem muita resistência.” – Texto retirado do Wikipedia.



Artes

A caveira sempre fez parte do mundo das artes. O crânio teve grande importância na Idade Média, em um período em que guerras, fome, miséria e a peste assolavam a humanidade e a morte, literalmente, rondava as pessoas – o que não deixou de ser retratado em gravuras, pinturas e esculturas. As caveiras também serviam de instrumento moral da igreja, lembrando os homens de levarem uma vida correta a fim de garantirem sua entrada no céu – o que poderia se dar a qualquer momento. Uma das filosofias da época, sempre repetida pelos monges, era o Memento Mori ou “lembre-se que vai morrer”, um alerta para a proximidade da morte.
Essa máxima foi retomada com força durante o período das artes conhecido como o Barroco. Em meio à Reforma Protestante, o homem se via dividido entre as velhas e as novas crenças: de um lado a igreja usava as caveiras como forma de lembrar o homem da morte e do dever de cumprir suas obrigações como fiel para garantir uma boa vida após a morte; do outro, as igrejas reformadas denunciavam o luxo dos papas e da igreja através da arte conhecida como Vanitas ou vaidade, feita de elementos que aliavam símbolos da efemeridade da existência com outros ligados aos prazeres humanos. Entre os artistas importantes da época estão Dürer e Caravaggio.

Rock, moda e cultura pop

A partir da década de 1960, a figura do crânio humano foi posta a serviço da contracultura e do questionamento de valores. A precursora desse novo significado para o símbolo, foi a banda Grateful Dead, ícone dos ideais da época, que usou um desenho de caveira na capa de seu disco Skull and Roses. Desde então, os ossos foram adotados por roqueiros do mundo todo como sinal de rebeldia. As caveiras podem ser vistas também nos quadrinhos, em personagens como o vilão Caveira Vermelha ou o herói Punisher, e em filmes como Indiana Jones.
Recentemente, a moda se apropriou do crânio e o transformou em ícone fashion. O símbolo, que podia ser visto como marca registrada de criações de estilistas como Alexandre Herchcovitch e Alexander McQueen e em jaquetas de motoqueiros, se tornou comum nas ruas vestindo os mais diferentes tipos de pessoas.


Tatuagem

As tatuagens de caveiras apresentam muitas formas, nos estilos tradicional americano e new school normalmente são acompanhadas de tatuagens de rosas e outras figuras. As mais populares, ultimamente, são as caveiras mexicanas, bastante alegres e coloridas. Aparecem em massa no Dia dos Mortos no México, como forma de homenagear os parentes que já se foram e celebrar a vida.
A caveira na tatuagem, além dos diversos significados que pode conter, representa, para grande parte dos tatuados, o lembrete da nossa condição mortal, de como devemos aproveitar melhor nossa curta existência e de que, no fim, somos todos iguais. Com várias conotações no decorrer do tempo, a caveira pode dar origem aos mais variados desenhos, fazendo parte da história, da arte, religiões, tradições e filosofia, cumprindo o ideal de levar a reflexão sobre assuntos que fazem parte da experiência de todos nós.


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